O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou, segunda-feira agora (3), apoio aos municípios para a elaboração de planos de drenagem. As prefeituras podem entrar R$ 64 milhões do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) para aplicação em projetos básicos, executivos e obras de drenagem. O anúncio foi feito reunidos com 53 prefeitos de São Paulo no Palácio dos Bandeirantes, que contou ainda com compartilhamento de dados e estratégias de enfrentamento aos transtornos causados pelas chuvas.
No encontro, a área do Alto Tietê foi representada através do Condemat+ (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e Área). Da entidade, participaram o presidente do Condemat+ e prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues (PL), o prefeito de Santa Isabel, Carlos Chinchilla (Podemos), de Suzano, Pedro Ishi (PL), de Poá, Saulo Souza (PP), e de Mairiporã, Walid Ali Hamid (PSD).
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Durante a reunião, Tarcísio citou, ainda, a criação de uma linha de crédito da Desenvolve SP focada especificamente em projetos de drenagem e a liberação de verba para serviços emergenciais com o auxílio da Defesa Civil a contar dos pedidos feitos pelas cidades.
Também presente na reunião, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, defendeu apoio do governo estadual na estruturação técnica de projetos de drenagem nos municípios.
Ainda no encontro, Natália adiantou alguns projetos que serão trabalhados para execução em 2025 com o auxílio do Fehidro serão do Alto Tietê: R$ 1,6 milhão para elaboração do plano de drenagem da cidade de Ferraz de Vasconcelos e R$ 7,5 milhões para a elaboração do plano de drenagem de Itaquaquecetuba.
Ao todo, são R$ 27,2 milhões de investimento que, caso aprovados, serão liberados para regiões estratégicas do estado.
Situação de emergência
Devido às chuvas intensas que atingiram as dez cidades do Alto Tietê, no último final de semana, em torno de 1,2 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas na área. O município mais afetado foi Itaquaquecetuba, que decretou estado de calamidade pública por 180 dias.
No município, quatro abrigos foram abertos no município para receber 100 pessoas que tiveram de deixar suas moradias e estão desabrigadas. Existe ainda outras 1,2 mil pessoas que estão desalojadas. O acesso da Pista Ayrton Senna ao município teve de ser bloqueado devido ao alagamento na entrada da cidade.
Poá também postou decreto de estado de emergência. De acordo com a Prefeitura, 100 pessoas tiveram suas casas interditadas por risco total ou parcial de desabamento. Uma área no Jardim Nova Poá teve deslizamento de terra. Por prevenção, um abrigo já foi planejado na Praça de Eventos, mas ainda não existe famílias no local.
Em Mogi das Cruzes, 8 famílias estão desabrigadas e foram alocadas em um abrigo temporário da Prefeitura. A área com maior problema é no bairro Oropó, com registrado de deslizamento e alagamento nas avenidas Austrália e Oceania. Nesta área houve uma movimentação de massa, com desmoronamento de um barranco e obstrução do Rio Oropó, o que resultou em inundação de parte do bairro.
Já em Suzano 17 pessoas foram acolhidas em um abrigo temporário da Prefeitura. O município registra deslizamento em 11 regiões. Na vizinha, Ferraz de Vasconcelos, a Defesa Civil interditou 20 casas. As famílias foram para casa de amigos e familiares.
Biritiba Mirim também teve impactos com as chuvas com pontos de alagamento nos bairros Jardim Yoneda, Vila Santo Antônio e Vale Verde. No bairro Rio Acima houve desmoronamento de terra. No município de Salesópolis a extensa área rural teve as vias bastante prejudicadas e existe locais em que estão obstruídas.
Governo de SP anuncia apoio para planos de drenagem municipais reunidos com prefeitos
Fonte: O Diario de Mogi
