A assinatura do contrato de concessão patrocinada da Linha 11-Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) com a empresa Trivia Trens, do Grupo Comporte, foi de forma oficial efetivada quinta-feira agora (22/5) através do Governo do Estado de São Paulo.
Mas, afinal, quais mudanças estão previstas e quais serão os próximos passos no plano de modernização do transporte metropolitano paulista? O Diário traz, nesta matéria, detalhes do que irá ocorrer nos próximos dias (leia mais abaixo).
Com início da assinatura do contrato, conforme com o governo estadual, inicia-se um período de 60 dias até a data de eficácia, momento em que efeitos jurídicos e operacionais passam a ser produzidos.
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Com início desta data, tem começo a fase pré-operacional, com duração de 12 meses, dedicada a treinamentos, adaptação tecnológica progressiva da operação da Linha 11-Coral, assegurando a transferência de responsabilidades entre a CPTM e a nova concessionária.
Nesta fase, também são realizados estudos voltados à resiliência climática e à amenização de riscos relacionados a eventos extremos, com foco na segurança do sistema.
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Concluída a fase pré-operacional, começa a fase operacional, que se estende até o final da concessão. Ela é composta, inicialmente, por um momento de 12 meses de operação assistida, durante o qual a CPTM acompanha e supervisiona a atuação da concessionária.
Depois de esse momento, tem começo a operação comercial plena, quando a CPTM deixa de prestar assistência direta e a concessionária assume integralmente a gestão do sistema. A fiscalização do contrato ficará a cargo da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).
Linha 11-Coral
O contrato de concessão necessitará preservar, aos passageiros, viagens a cada seis minutos no segmento entre a Estação Suzano e a futura Estação César de Souza, em Mogi das Cruzes, conforme com o Governo do Estado de São Paulo.
Trazer o trem ao distrito de César de Souza, por exemplo, é uma reivindicação antiga dos mogianos, que atualmente precisam usar duas conduções para chegar à cidade de São Paulo. A extensão da Linha 11-Coral até a área será de 4,4 quilômetros e representará um investimento de R$ 566 milhões, com a implantação de uma nova estação a 30 metros da avenida Ricieri José Marcatto.
As obras, que têm a conclusão prevista para ano de 2032, precisam realizar um espaço com elevadores e escadas rolantes fixas nos acessos à Estação, bicicletário, além de um edifício anexo onde serão instaladas salas técnicas para operação.
Linha 12-Safira
Atualmente, na Linha 12-Safira, o intervalo entre os trens é de cinco minutos entre Brás e Itaquaquecetuba e 10 minutos entre Itaquaquecetuba e Calmon Viana. Com a concessão, o intervalo entre Brás e Itaquaquecetuba será reduzido para 3 minutos e 15 segundos, enquanto entre Itaquaquecetuba e Suzano, será de 6,5 minutos.
Linha 13-Jade
Na Linha 13-Jade, o intervalo entre os trens será diminuído para 10 minutos, sendo que atualmente é de 15 minutos. A linha será estendida em ambos os sentidos, conectando Gabriela Mistral a Bonsucesso. O Expresso Aeroporto terá seu intervalo reduzido para 30 minutos, com viagens a cada meia hora entre Palmeiras-Barra Funda e Aeroporto-Guarulhos no horário de vale e a cada uma hora no horário de pico.
Além de tudo, o Expresso contará com uma nova parada na futura estação Gabriela Mistral, concedendo integração com as linhas 2-Verde do metrô e 12-Safira dos trens urbanos. A concessão do Lote Alto Tietê estima investimentos de R$ 14,3 bilhões, trazendo melhorias para os cidadãos e a extensão de 25,7 km de novos trilhos. Juntas, as três linhas precisarão transportar, em média, 1,3 milhão de passageiros diariamente nos dias úteis até 2040.
Entenda as mudanças na Linha 11-Coral depois de a assinatura do contrato de concessão
Fonte: O Diario de Mogi
