A área do Alto Tietê foi fortemente atingida pelas chuvas do último final de semana. As consequências, sem questionamento, impactaram principalmente os moradores de Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos e Suzano. Ao todo, mais de 1,2 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. Parques e ruas inundadas e perdas de mobília devido às enchentes foram somente alguns dos problemas confrontados nestes dias caóticos.
Como estamos lidando com o problema?
Veja no programa O Diário Entrevista na próxima quinta (6/2)
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As prefeituras do Alto Tietê, por sua vez, iniciaram campanhas de arrecadação e apoio às famílias afetadas e se agruparam com o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na busca de recursos.
Itaquaquecetuba
O município mais afetado no Alto Tietê foi Itaquaquecetuba, que decretou estado de calamidade pública por 180 dias. Entre os principais danos causados estão alagamentos de ruas e residências, transbordamento de rios e córregos, além de deslizamentos de terra.
Julgando somente os afetados em Itaquaquecetuba, aproximadamente 95 pessoas estão desabrigadas, e a gestão municipal já direcionou esse público para os abrigos montados para acolhimento. Além disto, outras 1,1 mil ficaram desalojadas. Em torno de 2,5 mil residências foram afetadas.
Conforme a Prefeitura de Itaquaquecetuba, as regiões afetadas estão sendo monitoradas e o foco das ações fica voltado para o suporte aos moradores que optaram por deixar suas residências em razão dos locais com ruas alagadas. As fortes chuvas que atingiram Itaquaquecetuba no último final de semana, transformaram algumas vias da cidade em “rios”. Este é o caso da rua vereador Almiro Dias de Oliveira, localizada no Jardim Nova Itaquá, que ficou alagada. (Veja a seguir).
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Em informe, a gestão municipal informou que preserva mais de 100 servidores nas ruas pretendendo amenizar os impactos dos danos.
A gestão preserva mais de 100 servidores em campo, com quatro abrigos montados para acolhimento. As estruturas emergenciais estão localizadas na rua Joaquim Nabuco, 66 – Maria Augusta; rua Tiradentes, 126 – Maria Augusta; rua São Roque, 215 – Vila Japão; e estrada Valter da Silva Costa, 1.228 – Vila Sônia.
Poá
Também no Alto Tietê, em Poá, o prefeito Saulo Souza (PP) decretou situação de emergência depois de as fortes chuvas. No sábado anterior (1º/2), quando ocorreram as enchentes no município, foram registrados 75 mm de precipitação. De acordo com a prefeitura, 102 pessoas foram cadastradas na área de risco do munício entre os bairros Jardim São José e Nova Poá pelas equipes da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social e orientadas sobre a disponibilidade do abrigo.
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Em resposta aos impactos da chuva, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou de uma reunião virtual na próximo domingo (2/2) no gabinete do prefeito de Poá. Na ocasião, o chefe do Executivo municipal pediu uma gestão de custo compartilhada para a limpeza e o desassoreamento do piscinão da Vila Romana, que transbordou depois de não suportar o volume de água.
Mogi das Cruzes
Em Mogi das Cruzes, cinco famílias, totalizando 20 pessoas, ficaram desabrigadas e foram direcionadas para o alojamento temporário da gestão municipal, com o suporte da Guarda Civil Municipal (GCM) e de agentes sociais. Dezenas de outras famílias estão recebendo atendimento por intermédio das doações do Fundo Social de Caridade e do grupo da Secretaria de Assistência Social.
A Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes informou que, até a tarde da última terça-feira (4/2), quatro famílias do Jardim Santos Dumont, totalizando 17 pessoas, já haviam deixado o abrigo provisório coordenado através da gestão municipal.
O Parque Centenário, em César de Souza, por motivo do transbordamento dos lagos. No comunicado, a prefeitura relembrou que trechos das trilhas de caminhada já haviam sido bloqueados por motivo do nível da água. Entretanto, agora, todo o parque permanecerá fechado para visitação, assim como outras regiões do Alto Tietê.
Ainda conforme divulgado através da gestão municipal, o Centenário deve continuar fechado até que o nível das águas diminua, sem previsão para a atual liberação uma vez que a mesma depende, também, das condições climáticas.
Suzano
A Prefeitura Municipal de Suzano fica recorrendo ao Governo do Estado para minimizar os impactos causados pelas chuvas. Entre os assuntos em pauta estão o estudo para um plano de drenagem que vai trazer benefícios para o município, projetos urbanos para melhorar o escoamento de água. Hoje o município conta com através do menos 45 regiões de risco, encostas e margens de rios/córregos. Entre os pedidos feitos através do prefeito ao Estado estão:
A limpeza do rio Guaió, desde a avenida Major Pinheiro Fróes (SP-66) até o rio Tietê, em uma extensão de 1,3 quilômetro;
Abertura total das comportas da Penha;
Aumento do diâmetro da tubulação do Ribeirão das Palmeiras, que passa sob a pista antiga da pista Índio Tibiriçá (SP-31), no Jardim Amazonas, pretendendo dar mais vazão à água.
Segundo um levantamento divulgado através da gestão, na tarde da última segunda-feira (3/2), 17 pessoas estão desabrigadas depois de precisarem ser removidas de suas casas sem ter para onde ir. Todas foram acolhidas em um abrigo temporário instalado no edifício do antigo Restaurante Popular, onde recebem hospedagem, banho, alimentação e atividades para as crianças. Elas permanecerão no local até que suas residências voltem a ser seguras ou consigam outra moradia.
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Fonte: O Diario de Mogi
